quarta-feira, 4 de abril de 2012

Entrevista Keith Swanwick à Nova Escola

Olá pessoal,
como perdi o sono, sentei no computador para ler. Reli esta entrevista com o educador inglês Keith Swabwick e resolvi compartilhar aqui com vocês.
Espero que gostem e ajude no trabalhos.



Keith Swanwick fala sobre o ensino de música nas escolas

Para o especialista inglês, é fundamental unir atividades de execução, apreciação e criação para que os alunos se desenvolvam artisticamente


Foto: Marina Piedade
 "Os interesses musicais dos estudantes são variados. O professor precisa dominar um leque de atividades para atender a essas demandas." Foto: Marina Piedade



A história é conhecida: em agosto de 2008, o presidente Lula sancionou uma lei que torna obrigatório o ensino de Música na Educação Básica. Por enquanto, o que se sabe é que as redes têm até 2012 para se adaptar às exigências da norma. Sobre quase todo o resto, porém, paira uma atmosfera de indefinição. Haverá uma disciplina específica ou integrada ao currículo de Arte? A aula será teórica ou incluirá um componente prático? O professor polivalente poderá ensiná-la? Qual a formação mais adequada? Uma excelente fonte para refletir sobre essas dúvidas é a obra do inglês Keith Swanwick. Professor emérito do Instituto de Educação da Universidade de Londres e formado pela Royal Academy of Music, o mais aclamado conservatório musical da Grã-Bretanha, ele criou teorias sobre o desenvolvimento musical de crianças e adolescentes e investigou diferentes maneiras de ensinar o conteúdo. "Os interesses musicais dos alunos são muito variados: alguns gostam de ouvir, outros querem compor ou ainda cantar e tocar. O professor precisa dominar um leque de atividades para atender a essas demandas", defende.  Swanwick já esteve no Brasil 15 vezes, a mais recente delas em novembro do ano passado, a convite da Associação Amigos do Projeto Guri, em São Paulo, para uma palestra sobre Educação musical. Após o evento, ele conversou com NOVA ESCOLA.

Em linhas gerais, o que é preciso para ensinar bem Música?
KEITH SWANWICK 
O essencial é respeitar o estágio em que cada aluno se encontra. Tendo isso em mente, é preciso seguir três princípios. Primeiro, preocupar-se com a capacidade da criança de entender o que é proposto. Depois, observar o que ela traz de sua realidade, as coisas com que também pode contribuir. Por fim, tornar o ensino fluente, como se fosse uma conversa entre estudantes e professor. Isso se faz muito mais demonstrando os sons do que com o uso de notações musicais.

Como um aluno aprende Música?
SWANWICK 
Procurei responder a essa questão por meio de uma pesquisa com estudantes de Música ingleses com idades entre 3 e 14 anos. Aprendi que o desenvolvimento musical de cada indivíduo se dá numa sequência, dependendo das oportunidades de interação com os elementos da música, do ambiente musical que o cerca e de sua Educação. Com base nessas variáveis, posso dizer que o aprendizado musical guarda relação com a faixa etária. Cada uma corresponderia a um estágio de desenvolvimento. 

Quais as características de cada um desses estágios? 
SWANWICK
 O primeiro vai até mais ou menos os 4 anos. Sua marca principal são experimentações, com as crianças batendo coisas e explorando as possibilidades de produção de sons de cada instrumento. No segundo estágio, que vai dos 5 aos 9 anos, essa manipulação já funciona como uma forma de manifestação do pensamento, dando origem às primeiras composições, muito parecidas com as que os pequenos conhecem de tanto cantar, tocar e escutar. As criações se tornam mais variadas e supreendentes a partir dos 10 anos, num movimento que chamo de especulativo. Em seguida, já no início da adolescência, as variações passam a respeitar os padrões de algum estilo específico, muitas vezes o pop ou o rock, "idiomas" em que é possível estabelecer conexões com outros jovens. Por fim, a partir dos 15 anos, é possível desenvolver um quarto estágio, que engloba os outros três, em que a música representa um valor importantíssimo para a vida do adolescente, marcado mais por uma relação emocional individual e menos por modismos passageiros ou algum tipo de consenso social. 

Que aspectos devem ser considerados no ensino de música nas escolas? 
SWANWICK 
O fundamental é que os conteúdos sejam trabalhados de maneira integrada. Nos anos 1970, resumi essa ideia na expressão inglesa clasp. Além de ser uma sigla, um dos sentidos dessa palavra em português é "agregar". Proponho que há três atividades principais na música, que são compor (a letra C, de composition), ouvir música (A, de audition) e tocar (P, de performance). Essas três atividades, que formam o CAP, devem ser entremeadas pelo estudo da história da música (L, deliterature studies) e pela aquisição de habilidades (S, de skill aquisition)(No Brasil, esse processo ficou conhecido como TECLA: T de técnica, E de execução, C de composição, L de literatura e A de apreciação.) 

Qual a vantagem de trabalhar nessa perspectiva? 
SWANWICK
 Um ponto forte é considerar que todas essas coisas são importantes e que devem ser desenvolvidas em equilíbrio. A ideia do clasp também pode ser útil para o professor perceber se está gastando muito tempo, digamos, no L, descrevendo fatos históricos e desenhando instrumentos, por exemplo. Dar muito enfoque à história da música é uma forma simplificadora de achar que se está ensinando Música. Acontece que a história não é música - ela é sobre música. O mesmo excesso pode ocorrer com docentes que atuam na classe o tempo todo como intérpretes ou outros que apenas colocam CDs para a apreciação. 

É apropriado trabalhar com músicas que as crianças já conheçam? 
SWANWICK 
Sim, até para considerar o que cada criança traz de base. Mas o professor não pode se limitar ao repertório já conhecido. É preciso ampliá-lo. Para ficar em um exemplo típico do Brasil, posso dizer que é correto ensinar samba, mas é essencial explorar os diferentes tipos de samba e ir além desse ritmo, trazendo novas referências. 

Existem ritmos mais apropriados para cada uma das faixas etárias? 
SWANWICK
 Não. A variação de ritmos é importante para favorecer o desenvolvimento da turma. Também não diria que exista uma sequência mais adequada, do tipo "primeiro música clássica e depois popular". É claro que pode ser inadequado submeter a criança pequena ao rock pesado, por exemplo, porque ela não vai se identificar com esse tipo de som. Mas é interessante apresentar a ela alguns tipos de percussão. Na outra ponta, talvez os mais velhos não queiram se aproximar de canções de ninar porque elas não fazem mais parte de seu universo. De qualquer forma, um bom conselho é evitar rotular os estilos musicais, pois esse tipo de estereótipo pode afastar. Se eu digo para um adolescente para ouvir apenas Beethoven (1770-1827) quando seu interesse é o rock, ele não vai dar a devida atenção e pode pensar: "Isso não serve para mim". Por isso, não falo de antemão para os alunos que eles vão ouvir uma música de determinado tipo. É preciso contextualizar a criação de modo que o estilo seja apenas um dos dados sobre a música. 

É verdade que os adolescentes são menos interessados em educação musical do que as crianças? 
SWANWICK
 Adolescentes são outro mundo. (risos) Eles gostam de música de modo geral, mas normalmente não estão interessados em ouvir a música como ela é apresentada nas escolas. O professor tem de chegar a um acordo sobre o que trabalhar. É inevitável negociar. Se o docente tiver uma posição muito rígida, com nível de tolerância baixo, não vai funcionar. 

Criar uma lei que torne compulsório o ensino de Música é uma boa ideia? 
SWANWICK
 Acredito que é uma boa iniciativa porque oferece às diferentes classes sociais oportunidades iguais de aprender. Nem todas as crianças têm a chance de frequentar um curso de música pago por seus pais em uma instituição privada. Possibilitar esse acesso nas escolas públicas é muito bom. Mas é preciso ficar atento ao conteúdo dessas aulas. Toda criança gosta de música. É natural do ser humano. Mas uma aula de música mal dada pode estragar tudo. Se ela for distante demais da realidade do aluno ou excessivamente teórica, por exemplo, o estudante pode ficar resistente ao ensino de Música e piorar a situação. 

Qual sua avaliação sobre a Educação musical no Brasil? 
SWANWICK 
Acho que vocês têm alguns problemas. Durante minha viagem, pensei bastante na seguinte questão: onde estão os professores que vão atender à demanda criada pela nova lei? Certamente há muitos profissionais ensinando música de qualidade, mas em geral eles estão em escolas de Música e não na rede de ensino. É preciso conceber formas de atrair essas pessoas para a escola ou melhorar a formação dos que já atuam. Talvez seja necessário um tempo para que se formem docentes prontos para cumprir a norma do governo. 

Muitos professores de Arte, disciplina que hoje engloba o ensino de música, reclamam que a área não é reconhecida no Brasil. Qual sua opinião? 
SWANWICK
 Eu entendo que muitas vezes o ensino se torna tão penoso que fica fácil esquecer o valor da música. Eu diria que cada professor também pode atuar para recuperar esse entusiasmo, independentemente de o reconhecimento existir ou não. Uma das maneiras é experimentar a música por si mesmo. Fiz um trabalho para uma organização do Reino Unido que queria avaliar a qualidade de seus professores de música. Eu dei vários cursos para esses docentes e, um dia, um deles me disse: "Eu estava desmotivado e suas aulas me despertaram. Eu até voltei a tocar piano". Imagine só: ele era professor e tinha parado de tocar seu instrumento! Além de tocar, o professor deve ouvir boa música - enfim, ficar em contato com a área de uma forma prazerosa fora da sala de aula. 

Na sua opinião, professores de Música precisam ser músicos? 
SWANWICK 
Evidentemente, não precisam ser pianistas de concerto. (risos) Mas é fundamental saber tocar um instrumento porque isso é muito útil na sala de aula. Ajuda a exemplificar e a responder as dúvidas, entre outras coisas. Além disso, é preciso entender muito bem do assunto, ter conhecimentos de História da Música, saber relacionar diferentes momentos históricos e estilos e construir uma visão crítica sobre o tema. 

Há uma idade mínima para a criança começar a aprender a tocar um instrumento? 
SWANWICK
 É difícil determinar essa faixa etária, pois costuma haver uma grande variação individual. Muitas crianças não escrevem nem leem com 3 anos, mas já têm alguns conhecimentos de gramática - eventualmente, podem usar o passado, o presente e o futuro em frases, por exemplo. Num paralelo com a música, elas não são capazes de escrever notas musicais, mas podem tocar para se expressar. Costumo dizer que a idade boa para começar a aprender é quando a criança demonstra interesse. 

Muitas vezes, o principal objetivo das aulas de Música é preparar as crianças para apresentações em datas comemorativas. Isso é ruim? 
SWANWICK 
Você não pode impedir os pais de querer ver os filhos no palco em uma festa. A tentação de mostrar a criança é muito grande não apenas na música como também nos esportes e em recitais de poesias, por exemplo. Entretanto, é preciso fugir da armadilha de reduzir o ensino de Música a essas atividades. Também não se pode cair na ideia de que o objetivo escolar é formar músicos ou apenas fazer com que as crianças gostem um pouco mais de música. 

Qual deve ser o cerne do trabalho? 
SWANWICK
 As aulas devem colaborar para que jovens e crianças compreendam a música como algo significativo na vida de pessoas e grupos, uma forma de interpretação do mundo e de expressão de valores, um espelho que reflete sistemas e redes culturais e que, ao mesmo tempo, funciona como uma janela para novas possibilidades de atuação na vida.





terça-feira, 27 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

Matriz Curricular

Olá pessoal, tudo bem?

Estou fazendo diversas pesquisas sobre educação musical e um dia deste lendo o site da educadora musical Cecília Cavalieiri França encontrei esta matriz e achei interessante postá-la aqui. Trata-se de uma matriz experimental, mas acredito que pode dar uma direção para o trabalho com as crianças.



MATRIZ CURRICULAR EXPERIMENTAL  
PARA O ENSINO DE MÚSICA DE 1ª. A 4ª. SÉRIES  

CECÍLIA CAVALIERI FRANÇA 


TEMA 1: DURAÇÃO 

Tópico 1: Curto e longo

Diferenciar entre sons curtos e longos, não proporcionais e proporcionais.
Realizar sons curtos, longos e silêncio sob regência.
Registrar graficamente seqüências de sons curtos, longos e silêncio.
Realizar sons curtos, longos e silêncio a partir da notação gráfica.
Identificar sons curtos e longos presentes no cotidiano e na natureza.
Reconhecer padrões de sons curtos, longos e silêncio e associá-los à notação gráfica.
Reconhecer padrões de sons curtos e longos no repertório de apreciação e de
performance.
Criar peças explorando sons curtos, longos e silêncio.
Criar audiopartituras utilizando notação gráfica de sons curtos longos, não
proporcionais e proporcionais.

Tópico 2: Modos rítmicos básicos e noções de compasso

Perceber e realizar o pulso.
Diferenciar entre música com e sem pulso regular.
Identificar e realizar o acento métrico (apoio).
Classificar o acento métrico como binário, ternário ou quaternário.
Distinguir entre músicas com e sem anacruse.
Perceber e realizar a divisão do pulso.
Diferenciar entre divisão binária e ternária do pulso.
Perceber e realizar o ritmo real.
Produzir gráficos proporcionais de ritmo real.
Identificar o ritmo real a partir da notação gráfica.
Distinguir entre os modos rítmicos básicos.
Reconhecer os modos rítmicos básicos no repertório de apreciação e de performance.
Criar arranjos a partir dos modos rítmicos.

Tópico 3: Tempo

Identificar e realizar variações de andamento.
Associar andamentos variados a eventos, objetos, fenômenos naturais, animais e outros.
Classificar eventos e objetos do meio social e da natureza conforme o andamento.
Identificar e realizar variações de agógica.
Associar variações de andamento a mudanças de caráter e à forma.
Criar climas expressivos a partir de indicações de andamento.

Tópico 4: Padrões rítmicos básicos

Diferenciar e realizar pulsos de som e de silêncio.
Associar pulsos de som e silêncio à representação gráfica.
Identificar figuras rítmicas e suas pausas.
Associar gráficos de som e silêncio as seqüências rítmicas.
Reconhecer e realizar seqüências rítmicas com semínima e pausa de semínima. Compreender e realizar a relação de dobro e de divisão do pulso.
Reconhecer e realizar seqüências rítmicas com duas colcheias, semínima, mínima e suas
pausas.
Reconhecer e realizar seqüências rítmicas com padrões de duas colcheias.
Reconhecer e realizar seqüências rítmicas com padrões de quatro semicolcheias.
Identificar o número de pulsações contido nas seqüências rítmicas (base semínima).
Reconhecer padrões rítmicos conhecidos no repertório de apreciação e de performance.
Criar frases musicais com os padrões rítmicos básicos.

Tópico 5: Compasso (base semínima)

Identificar compassos binários, ternários e quaternários.
Realizar a estrutura de compassos binários, ternários e quaternários com movimentos
corporais e/ou instrumentos.
Associar seqüências rítmicas à fração de compasso.
Completar compassos.
Reconhecer métrica regular e irregular.

TEMA 2: ALTURA  

Tópico 1: Direcionalidade sonora

Distinguir entre movimento sonoro ascendente e descendente.
Realizar padrões de movimento sonoro (subidas, descidas, som constante, contínuos e
descontínuos) sob regência.
Registrar graficamente seqüências de sons ascendentes, descendentes ou constantes,
contínuos e descontínuos.
Realizar padrões de movimento sonoro (subidas, descidas, som constante, contínuos e
descontínuos) a partir da notação gráfica.
Reconhecer padrões de movimento sonoro e associá-los à notação gráfica.
Identificar padrões de movimento sonoro no meio social e na natureza.
Reconhecer padrões de movimento sonoro no repertório de apreciação e de
performance.
Criar peças utilizando padrões de movimento sonoro.
Criar audiopartituras utilizando notação gráfica de movimento sonoro.

Tópico 2: Grave, médio e agudo

Compreender os conceitos “grave” e “agudo”.
Discriminar entre sons a) graves e agudos e b) graves, médios e agudos.
Realizar seqüências de sons a) graves e agudos e b) graves, médios e agudos sob
regência.
Registrar graficamente seqüências de sons graves e agudos.
Realizar seqüências de sons a) graves e agudos e b) graves, médios e agudos a partir da
notação gráfica.
Reconhecer seqüências de sons graves, médios e agudos e associa-las à notação gráfica.
Identificar sons graves, médios e agudos no meio social e na natureza.
Classificar objetos e fontes sonoras diversas conforme o seu registro.
Relacionar a conformação física de objetos e instrumentos musicais com os registros
grave, médio e agudo.
Reconhecer os registros grave, médio e agudo no repertório de apreciação e de
performance.
Criar peças a partir da exploração dos registros grave, médio e agudo.  Criar audiopartituras utilizando notação gráfica dos registros grave, médio e agudo.

Tópico 3: Padrões Melódicos Básicos

Identificar e realizar (entoar) padrões escalares.
Identificar e realizar (entoar) arpejos.
Criar frases musicais a partir de padrões escalares e arpejos.
Reconhecer padrões melódicos conhecidos no repertório de apreciação e de
performance.
Compreender o conceito de acorde.
Criar acompanhamentos explorando acordes básicos e/ou inventados.

Tópico 4: Modo

Compreender a diferença entre tríade maior e menor.
Distinguir entre tríade maior e tríade menor.
Reconhecer modo maior e modo menor no repertório de apreciação e de performance.

TEMA 3: TIMBRE E INTENSIDADE   

Tópico 1: Timbre

Compreender o conceito de timbre.
Realizar diferentes timbres vocais e corporais.
Identificar timbres instrumentais variados.
Reconhecer timbres diversos da paisagem sonora, da natureza e outros.
Reconhecer auditivamente diferentes paisagens sonoras.
Associar timbres a contextos e estilos musicais específicos.
Conhecer as principais famílias dos instrumentos (cordas, sopros, percussão).
Sonorizar fotos, quadros, histórias e/ou poemas explorando timbres.
Criar paisagens sonoras utilizando voz, corpo e outras fontes sonoras.

Tópico 2: Intensidade

Discriminar entre sons fortes e piano.
Classificar sons do meio social e da natureza conforme a intensidade.
Realizar sons fortes, piano, crescendos e decrescendos sob regência
Realizar sons fortes, piano, crescendos e decrescendos a partir da notação gráfica.
Identificar variações de dinâmica e associa-las à respectiva grafia.
Associar gráficos de sons fortes e fracos a métrica binária, ternária e quaternária.
Reconhecer variações de intensidade no repertório de apreciação e de performance.
Criar peças explorando variações de intensidade.
Criar audiopartituras utilizando variações de intensidade.
Reconhecer indicações de dinâmica.

TEMA 4: CARÁTER EXPRESSIVO E CONTEXTO 

Tópico 1: Caráter expressivo

Identificar o caráter expressivo de peças do repertório de apreciação e de performance.
Associar o caráter expressivo a variações de andamento, intensidade e outros elementos.
Criar peças a partir da indicação do caráter expressivo.

Tópico 2: Estilo, contexto e cultura musical

Reconhecer estilos de música popular. Diferenciar entre música erudita, folclórica e popular.
Identificar estilos musicais variados.
Associar estilos musicais a contextos, grupos sociais, e formações instrumentais.
Identificar características e instrumentos de diferentes estilos.
Distinguir auditivamente entre música tonal e atonal.
Nomear compositores expoentes.
Reconhecer e nomear obras musicais relevantes do contexto escolar e do cotidiano.

TEMA 5: ESTRUTURAÇÃO MUSICAL 

Tópico 1: Forma

Perceber e delimitar frases e seções.
Reconhecer repetição de eventos e frases musicais, estruturas ABA e seus derivados no
repertório de apreciação e de performance.
Criar peças com repetições e seções contrastantes.
Identificar e realizar o procedimento de pergunta e resposta (antecedente e
conseqüente).
Identificar e realizar cânones.
Identificar e realizar ostinatos e pedais.
Criar peças utilizando ostinatos e pedais.
Identificar variações de um tema.
Criar variações a partir de um tema.
Associar a articulação estrutural a mudanças de caráter e organização do material
sonoro.

Tópico 2: Elementos do discurso

Compreender o conceito de melodia.
Compreender o conceito de acompanhamento.
Associar melodias e acompanhamentos aos parâmetros musicais.
Explorar e criar acompanhamentos em estilos variados.
Diferenciar entre texturas simples e complexas.
Compreender e explorar a relação texto-música.
Criar texturas instrumentais e vocais.

TEMA 6: NOTAÇÃO MUSICAL  

Tópico 1: Grafia contemporânea

Identificar signos básicos da grafia contemporânea (pontos, linhas, clusters e glissandi).
Associar padrões sonoros à grafia contemporânea.
Registrar padrões sonoros utilizando signos da grafia contemporânea.
Realizar gráficos e audiopartituras com voz, corpo e outras fontes sonoras.
Reconhecer padrões sonoros da escrita contemporânea no repertório de apreciação e de
performance.
Criar audiopartituras temáticas e abstratas.

Tópico 2: Notas musicais

Listar, completar e ordenar seqüências de notas vizinhas (segundas).
Distinguir entre seqüências de segundas ascendentes e descendentes.
Associar seqüências de notas vizinhas à escrita gráfica.
Listar e ordenar seqüências de terças. Distinguir entre seqüências de terças ascendentes e descendentes.
Associar seqüências de terças à escrita gráfica.

Tópico 3: Leitura relativa no pentagrama

Associar o pentagrama a padrões de movimento sonoro e planos de altura.
Compreender a estrutura do pentagrama.
Identificar as linhas e os espaços do pentagrama.
Associar a escrita no pentagrama a gráficos de movimento sonoro.
Nomear seqüências de segundas e terças no pentagrama (leitura relativa, sem clave).

Tópico 4: Leitura absoluta

Compreender o significado de clave.
Identificar as claves de sol, dó e fá.
Conhecer os números das oitavas e localiza-las na pauta musical.
Posicionar notas musicais na pauta musical a partir da indicação de clave.
Realizar leitura absoluta.
Criar trechos musicais utilizando software de notação musical.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

E a primeira aula foi um sucesso!!!

Oi pessoal, tudo bem?
No último post contei que eu seria professora de música do meu pequeno de 3 anos. Então, tivemos a primeira aula na quinta e foi muito bom. Eu estava muito preocupada com a reação dele quando fosse a aula. E não é que ele se comportou muito bem? Quando me viu, deu aquele sorrisão, mas se conteve. Permaneceu sentadinho na rodinha e participou de todas as atividades. Brincou, cantou, e na hora de dar tchau, deu. Foi muito bom perceber que expliquei direitinho sobre as aulas, sobre a mamãe professora e saber que ele entedeu.
Viva!!!!

Beijocas...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

As aulas estão aí...e eu serei prof do meu filho

Amanhã começa o meu ano letivo e meus planos de aula e materiais para este mês estão prontos. Ótimo! Quero aproveitar para agradecer a Alícia Sampaio do A Música e a Criança pela dica do material da Vânia Ranucci Annunziato - Jogando com os sons e brincando com a música. Adorei o material.
Apesar de estar com meu material em ordem, estou um pouco ansiosa, pois o meu filhote vai mudar de escola. Vai para a escola onde eu trabalho e eu serei professora de música dele. Será se vai dar certo? Ele está no maternal de 3 anos e nossa aula acontecerá uma vez por semana, durante meia hora. Tenho conversado muito com ele sobre isto. O período de adaptação começa amanhã e estas primeiras semanas serão desafiadoras e emocionantes. Em breve conto minhas aventuras por aqui...rsrsrsrs...

Aproveitando o post, quero compartilhar um texto do blog Dicas para Mamães para que os filhos tenham bom desempenho na escola.

http://www.dicasparamamaes.com.br/23-dicas-para-seu-filho-se-dar-bem-na-escola/


Beijocas e até mais...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012 vem aí...

2011 está nos seus últimos momentos e nossos pensamentos já estão no ano que vem por aí e chega a hora de planejar os trabalhos de 2012. Janeiro é o mês para pensar as metas, propostas e objetivos para o ano, tanto no campo pessoal como no profissional. Como sou professora estou pensando as metas para 2012 em sala de aula e achei muito interessante o artigo Um Plano de metas para atingir em 2012 da revista Nova Escola. Vale a pena ler. Além deste, outros artigos sobre planejamento escolar estão disponíveis no mesmo site.

Que 2012 seja um ano repleto de boas notícias, muito trabalho, saúde, paz e sucesso para todos!!!

Beijocas para todos FELIZ ANO NOVO!!!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Está acabando...

Fim de ano chegando...
Estou juntando minhas coisinhas na escola para levar para casa. Já não ouvimos mais os risos, conversas e gritos das crianças pelos corredores, apenas a movimentação dos professores fechando as notas e organizando os materiais nas salas.
Acho que este ano foi incrível, pelo menos para mim. Tive experiências maravilhosas e enriquecedoras, tanto no campo educacional como no musical, minhas áreas de atuação. Fiz muita coisa divertida, inusitada, estudei muito, tive dúvidas e esclareci a maioria. Algumas ainda permanecem sem resposta, por enquanto, pois continuam "martelando" em minha cabeça e me levando a pesquisar mais. Conheci muita gente legal e talentosa e tive momentos inesquecíveis.
Ainda não terminei o ano de trabalho, pois tenho alguns concertos de natal para fazer, mas já me considero feliz com 2011 e preparada para os desafios que terei em 2012, mas antes deles, vou curtir minhas férias...hehehe...eu mereço!!!!

Beijocas prá vocês e até...